terça-feira, 2 de junho de 2009

Cheiro

O teu cheiro vai-se,
A tua alma vai-se,
A minha cruel racionalidade emocional regressa,
e a sensação de perda por não sentir a intensidade do teu perfume,
vai-se,
desvanecendo,
como um perfume se vai,
numa noite de amor,
em que uma fragrância vai perdendo
força,
beleza,
mas deixando um rasto subtil e interessante de memórias,
não reprimidas,
mas antes vividas!

É assim a vivência espiritual de algo tão carnal e sensorial,
mas tão digno de recordação no mundo platónico das ideias!

Recordações povoam assim,
a minha mente que como delicado cheiro de um perfume,
se vai recordando,
também delicadamente,
da elegância e extraordinariedade
subtil do teu
Odor!

domingo, 19 de abril de 2009

A Torre



Abro a janela,
e o cheiro intenso do fumo,
provoca-me náuseas.

A minha visão estava pouco nítida,
os metais até então coerentemente colocados,
estavam agora todos torcidos!

Tentando buscar a nitidez,
como impensável me deparo.

Não só aquela torre,
mas toda uma cidade desfeita!

Contemplo aquele cenário de horror,
como se de um teatro se tratasse,
buscando a nitidez dos sentidos
esquecendo a Razão.

Sabor negro da contemplação
de um real que roça a utopia...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Pedra,
todo eu sou pedra,
branca, preta, ou que mais?!

Em mim conservo o tempo,
as pessoas, as pisadas...

Aqui presa neste chão
bloqueada por gémeas em igual condição!

Sou triste ou feliz?
Não o sei...

Afinal, guardo em mim o tempo,
o lugar, a vidas dos outros.
Choro quando alguém triste passa,
alegro-me de ver as crianças correrem!

Mas estou presa, com o tempo envelheço
e temo ainda a dor de ser suplantada,
de ser retirada, e ser posta em monte,
de virar lixo no vazio.

Que poderia ser eu, se pedra não fosse?
Sou pedra de calçada, sem me calçar.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Meu e Vosso Este Fado!!!

Bom-Bom do Meu Coração

A eminência da vida e da morte é algo absolutamente estranho, que me emociona e me faz pensar, na dor da perda, mas ao memso tempo de uma alegria, por não conseguir compreender o que é sentir a falta de alguém que nos é lindamente chegado e ir vivendo como se a pessoa continuasse a uns quilómetros d enós, competamente viva, com a postura de smepre, que sempre nos elevava o ego.
Há pessoas que ficam na história da nossa alma, que nunca poderemos esquecer, que são dignas de amor eterno, e que merecem nunca ser esquecidas, como verdadeiros exemplos de vida - Pessoas que partilham conosco segredos, que nos dão o puxão de orelhas na hora certa, ou até que andam uma grande quantidade de quilómetros para nos fazerem as vontades apesar das dificuldades fisicas, mas sentindo uma alegria em puderem sentir-se jovens e uteis, e também amadas.
As palavras são lindas e ao longo da vida tenho vindo a dizer as palavras certas a quem amo, e outras vezes nem por isso, infringindo em trsiteza o espirito dos alheios. Mas no fim, as palavras dão-nos as conclusões: "Amo-te tanto"; "Fica comigo"; "Anda comigo até ali acima, é so até Santa Cruz"... E também o reverso, aquelas palavras que sempre nos irritavam, mas que são belas: "Porta-te bem!"; "Não te esqueças do bilhete de autocarro e de levar dinheiro!"...
Ó palavras... As relações são no fundo palavras, gestos, abraços... Simples gestos, simples movimentos, mas que nos levam ao ascendente, à contemplação da beleza do amor, mas ainda, ao sentimento de trsiteza pela perda, a impotência por ver o outro partir!
Será que há mesmo um lugar para as ditas :"pessoas boas"? Se esse existe, TU, Minha Querida Helena, lá terás um lugar...

Gosto tanto de ti.
Tia do Meu Coração!
Minha anorética do coração!
Minha altelta da 3ª idade (como quero que saias pelo teu pé para esse passeio!)

Minha Cara Linda!
Meus Olhos Azuis Lindos!

Um beijinho do teu João!! :D

domingo, 7 de dezembro de 2008

Época de Prendas...

Pesquisando e pesquisando, e sentindo um profundo desagrado por estar numa falta de inspiração tremenda, fui-me conformando com a triste falta de imaginação deste dia, dia que foi de emoções fortes, mas que não me tinha desperto, realmente, aquela chama para a escrita, para esta capacidade extraordinária do homem se puder expressar por palavras.
Então, revendo a minha mente e o que nela vai passando, decidi focar-me sobre a época que se aproxima – a época das prendas, das crianças, das árvores decoradas – que sempre me emocionou e que vem sendo apelidada de Natal. Ó, o Natal!
Sem dúvida, aquela época que eu ansiava todo o ano, pensando na alegria das prendas, na alegria da família, na alegria das músicas. Sem dúvida – que chata repetição – uma ingenuidade interessante, tão interessante quanto a de Deus, que decide enviar o seu filho, e apelida esta data de Natal, não sabendo ele, que enviava sim, uma boa estratégia para a criação da época do ano mais capitalista que existe.
Que prazer: sacos e sacos, prendas e mais prendas. “O que falta ainda? Só falta para o António, para a Joana…” – e uma série de nomes se desenrola, para no fim de tudo, naquela noite de 24 para 25, termos, uma árvore de Natal cheia de presentes que tão cheiamente bela fica, apesar de os nossos sorrisos serem frequentemente uma falsa ilusão, ou melhor, uma pura sensação de adrenalina: “Que farei eu agora para no dia 31 de Janeiro ter os 3000 euros para dar à entidade credora?”. Sim, aquela entidade que se vende, sem sensualidade alguma, numa tentativa furtiva de convencer os mais ingénuos a empenharem a sua vida, para agradarem aos outros, naquela importante – “que deve ser bem celebrada” – consoada de Natal.
Ó que adrenalina! Que prazer, ver todos os embrulhos e sentir que nada está pago: que aquele relógio que ofereço ao António é propriedade da entidade credora.
Mas, que Natal é este? Um Natal – eis o nascer! Mas vejamos bem o que pretendemos, se é uma série de dividas e uma série de prendas hipotecáveis, ou talvez um Natal à nossa medida, com algum espírito de renovação, não do guarda-roupa, mas antes da alma – uma predisposição para a criação de uma vida melhor, que seja aquela gota oceânica que tende para a melhoria do mundo. Não querendo ser de forma alguma, uma corneta cristã, não consigo ver o mundo natalício – pelo menos na sua origem – numa visão cristã. O nascimento de Jesus Cristo como nascimento físico há dois mil anos, mas hoje, em cada Natal, como um nascimento espiritual, um tempo de reflexão que jubila, no nascimento a 25 de Dezembro, e mais um bendito dia das famílias.
Não querendo ser uma agoirante, refiro agora esse interessante lado do Natal: a Festa das Famílias. Aquele dia em que os familiares que já não se viam desde o Natal anterior, se reencontram e partilham o ano de experiências e reconstroem essa chama, inicialmente criada há dois mil anos pela mão de Jesus Cristo, cuja Estrela Cadente, corresponde a uma forma de ligação entre povos em torno daquele que nos criou, aquele que nos quer unidos, como fraternos irmãos, tendo essa predisposição para a liberdade, fazendo-o ou não.
O Natal pode ser assim, por um lado, essa altura fantástica do ano para a criação de um guarda roupa novo, de uma divida ao banco tremenda, mas pode ser, uma predisposição para a criação de um mundo melhor, para a confraternização familiar, havendo realemnte a liberdade para o fazer ou não. O Natal é sem duvida um nascimento, ironicamente me expressando, uma boa fonte de problemas. Mas pode ser esse tempo de reconciliação em busca da estrela cadente e da prenda de Natal que Deus nos quer dar todos os anos, a consciência, o discernimento, a família, o pensamento, a possibilidade de agirmos para um mundo melhor, em tantos sentidos, começando pelo contacto com a família, esquecendo, o lado mais capitalista do Natal, e aprofundando aquilo que é invisível aos olhos, mas extraordinariamente, importante, o alimento do coração, o Espírito de Deus, o Amor – essa gota oceânica que pode provocar uma reacção global!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Tanta teoria e tão pouca atitude!!!

Tanta teoria e tão pouca atitude!!! Que revolta interior por ser tão inutil nesta sociedade que verdadeiramente precisa de pessoas como eu! Eu sei que consigo detectar os problemas! Mas porquê que não os consigo resolver! Tenh consciência absoluta de que consigo criticar duramente, mas infelizemnte, não consigo emendar aquilo que consigo criticar! Fico com a ideia de que sei falar muito e actuar pouco! Porquê?!?!?!